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GP da China 2024: Xangai retorna ao calendário da F1 após quatro anos

Será a primeira etapa desta temporada a receber uma corrida sprint 


Escrito por Isadora Guerra


GP China 2024
O traçado contém mistura eclética de curvas a partir da 1, fechando gradativamente em 270°. Fonte: f1.com

Foram quatro anos de fora, mas a temporada 2024 marca o retorno do Grande Prêmio da China ao calendário da Fórmula 1. Quinta etapa do campeonato, sendo a quarta na Ásia, a prova acontece entre os dias 19 e 21 de abril, em Xangai. Além do cronograma já tradicional na madrugada, o fim de semana também conta com a primeira corrida sprint da temporada (ao todo, são seis).


Para 2024, a organização da F1 mudou a programação quando há a corrida curta. Os treinos livres e a classificação sprint agora são na sexta-feira, enquanto a sprint race e a classificação para a corrida principal ocorrem no sábado. O parque fechado também foi alterado, passando a ser dividido em duas partes: uma que cobre a classificação e a corrida sprint e a outra que começa antes da classificação de sábado à tarde. A corrida principal segue sendo disputada tradicionalmente aos domingos.


Na sexta-feira (19/04), às 0h30, tem treino livre 1 (Bandsports, Band.com.br e Bandplay). Mais tarde, às 4h30, ocorre a classificação para a sprint (Bandsports, Band.com.br e Bandplay). Já no sábado (20/04), às 0h, tem corrida sprint (Band, Bandsports, Band.com.br e Bandplay). Depois, às 4h, ocorre a classificação para a corrida principal (Band, Bandsports, Band.com.br e Bandplay). No domingo (21/04), a largada está marcada para às 4h (Band, Bandsports, Band.com.br, Bandplay, Rádio Bandeirantes e Bandnews FM). Todos os horários são de Brasília. No streaming, a F1TV transmite todos os eventos do fim de semana.


Um pouco de história


GP China 2024
A construção da pista levou pouco mais de 18 meses para ser concluída. Fonte: Getty Images

Na década de 1990, o governo chinês teve interesse em sediar corridas para a F1. Houve uma tentativa com o Circuito Internacional de Zhuhai, ainda em 1996, mas o autódromo não atendia aos padrões da FIA. Foi aí que surgiu o Circuito Internacional de Xangai, localizado em Jiading, um distrito suburbano de Xangai, na China. A ideia de construir este circuito surgiu em 2003, exatamente para sediar o Grande Prêmio da China de Fórmula 1.


Mas o local escolhido era pantanoso e, por isso, necessitou de bastante trabalho para criar uma base forte o suficiente para a pista. Mesmo perante essas condições, a construção levou pouco mais de 18 meses para ser concluída. Projetado pelo renomado arquiteto Hermann Tilke, o circuito foi inaugurado em 2004 e é um dos mais exigentes do calendário da Fórmula 1. O primeiro vencedor foi o brasileiro Rubens Barrichello, pela Ferrari. 


O circuito


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Desenho da pista é inspirado no caractere chinês Xang 上, primeira parte da palavra Xangai. Fonte: f1.com

O Circuito Internacional de Xangai impressiona pela estrutura, comodidades e traçados espetaculares, que proporcionam à pista e ao paddock uma dimensão que o diferencia dos outros circuitos ao redor do mundo. O desenho da pista é inspirado no caractere chinês Xang (上, a primeira parte do nome Xangai).


O traçado contém uma mistura eclética de curvas, a partir da curva 1 fechando gradativamente com seus 270° até os Ss rápidos do setor 2. O último setor incorpora a segunda reta mais longa do calendário da F1, no final da qual se encontra o melhor ponto de ultrapassagem da pista, um grampo (curva 14) feito em segunda marcha. Destaque para a força g alta nas curvas 7 e 8 e uma das retas mais longas do calendário, o trecho de 1,2km que separa as curvas 13 e 14.


Tamanho da pista: 5.451km

Número de voltas: 56

Distância total: 305.066km

Curvas: 16

Última pole: 1:31.547 – Valtteri Bottas, pela Mercedes (2019)

Recorde de volta (corrida): 1:32.238 – Michael Schumacher, pela Ferrari (2004)

Velocidade máxima: 338km/h

Aceleração plena: 56%

Perda de tempo no pit lane: 19s

DRS: 2 zonas

DRS 1: detecção entre as curvas 11 e 12 e ativação no final da reta oposta, após a curva 13

DRS 2: detecção antes da curva 16 e ativação na reta dos boxes

Pneus disponíveis: C2 (duros), C3 (médios) e C4 (macios)


O trio de pneus escolhidos para Xangai é o meio da gama da Pirelli, com o C2 branco como duro, o C3 amarelo como médio e o C4 vermelho como macio. Nominalmente, é a mesma seleção de 2019, mas o cenário é muito diferente. Há cinco anos, os pneus de 13 polegadas ainda estavam em uso, instalados na geração anterior do carro, que tinha um assoalho plano e aerodinâmica completamente diferente do carro atual.


Agora os pneus dianteiros recebem cargas laterais violentas, principalmente devido às curvas de alta. E se a temperatura ambiente estiver fria, o pneu macio pode apresentar granulações. Isso vai possibilitar algumas estratégias diferentes e arriscadas, onde a escolha dos compostos pode ser crucial para um bom resultado.


Curiosidades


GP China 2024
Rubinho celebrou sua última vitória como piloto da Ferrari com Luca di Montezemolo. Fonte: Getty Images

O GP da China estreou na Fórmula 1 em 2004, mas poderia ter acontecido antes no calendário. Em 1998, a categoria chegou a incluir a prova no calendário do ano seguinte, mas cancelou a disputa antes mesmo do fim do ano. A etapa aconteceria em Zhuhai, na província do Cantão, em um circuito que nunca chegou a ser usado para a F1.


Quando a China finalmente estreou na F1, em 2004, teve vitória de brasileiro: Rubens Barrichello, com a Ferrari. Rubinho largou da pole e fez uma corrida bastante técnica para cruzar em primeiro lugar, à frente de Jenson Button (BAR) e de Kimi Raikkonen (McLaren). Felipe Massa largou em quarto com a Sauber e chegou em oitavo.


O GP da China havia sido disputado pela última vez em 2019. Fora do calendário em 2020 por causa da pandemia da Covid-19, o país foi o que mais ofereceu resistência sanitária para voltar à categoria. Apareceu no calendário nos últimos anos, mas sempre ficava de fora por cancelamentos. A edição de 2019, por sinal, viu uma importante marca: foi a milésima corrida da história da Fórmula 1 desde 1950. Quem fez a festa foi a Mercedes, com uma dobradinha: Lewis Hamilton em primeiro e Valtteri Bottas em segundo.


GP China 2024
Bottas, Hamilton, Vettel e Leclerc na primeira volta do GP da China em 2019. Fonte: LAT Images

Ninguém venceu mais em Xangai do que Lewis Hamilton, que subiu ao topo do pódio em seis ocasiões. Além dele, dois pilotos venceram duas vezes cada: Fernando Alonso e Nico Rosberg. Em compensação, Max Verstappen jamais venceu na China. No melhor momento, foi terceiro colocado em 2017.


Pela primeira vez na história da categoria, o Grande Prêmio da China terá um piloto local no grid. O encontro entre piloto e corrida já era aguardado desde 2022, quando Guanyu Zhou estreou na F1. A corrida na China é uma excelente oportunidade para Zhou encerrar uma estatística negativa: em 2024, o piloto chinês ainda não pontuou após quatro corridas. Nas duas temporadas anteriores, conseguiu terminar entre os 10 primeiros antes disso (foi P10 na primeira prova de 2022 e P9 na terceira corrida de 2023).


Como foi em 2019


Enquanto a F1 celebrava a milésima corrida de sua história, Lewis Hamilton vencia a etapa da China seguido pelo seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas. Dessa forma, a Mercedes garantiu sua terceira dobradinha logo no início da temporada de 2019. Foi a sexta vitória de Hamilton em Xangai, recorde absoluto até então. Atrás da dupla Mercedes, timidamente, Sebastian Vettel apareceu em P3 ainda quando corria pela Ferrari.


GP China 2024
Valtteri, Lewis e Seb formaram o último pódio do GP da China, em Xangai, em 2019. Fonte: LAT Images

Fontes

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